Tília
Tília (Tilia cordata Mill.)
Árvore
sagrada das antigas civilizações germânicas,
dotada de uma longevidade pouco vulgar, a tília,
como o carvalho, é uma árvore histórica
e lendária. Para Siegfried, herói dos
Nibelungos, desempenha o mesmo papel nefasto da mãe
de Aquiles ao pousar a mão sobre o calcanhar
de seu filho; efectivamente, Siegfried, tornado invulnerável
por um banho de sangue, morreu de uma ferida entre
as omoplatas, no local onde, no momento do banho,
se fixara uma pequena folha de tília. Como o ulmeiro-campestre, a tília é
uma imponente árvore venerada no centro das
povoações e frequentemente plantada
em renques nas áleas dos parques e jardins
públicos. Até à II Guerra Mundial,
a cidade de Berlim orgulhou-se da sua Unter den Linden
(Sob as Tílias), uma magnífica alameda
de cerca de 1Km de extensão flanqueada por
filas destas árvores seculares. É uma das plantas mais solicitadas nas lojas
de ervanários. É necessário trepar
à árvore para colher as suas flores
aromáticas, e seguidamente deixá-las
secar à sombra. As flores da Tilia platyphyllos
Scop., a tília de folhas grandes, têm
utilizações idênticas. A tília produz um efeito calmante seja em casos de stress, insónias ou de nervosismo produzido por hipertensão.
Família: Tiliáceas.
Componentes: óleo essencial,
mucilagem, tanino, pigmentos flavónicos, manganésio.
Propriedades: antiespasmódico,
colerético, emoliente, hipnótico, sedativo,
sudorífico.
Uso Tradicional: acne rosácea,
albuminúria, angústia, banho, cefaleias,
convulsão, estômago, nervos, olhos, palpitações,
pele, reumatismo, rugas, sardas, sono.
Produtos C.H.I. com Tília:
Tília
Cordata (Rebentos).
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